A não roupa é o novo figurino

montagem peladas vmb

Dando uma olhada nos modelitos escolhidos pelas celebridades envolvidas no Video Music Awards 2013, realizado na noite de domingo, 25, em Nova York, percebo que não tem sido fácil ser famoso nesse mundo. Se antes o importante e relevante era ter acesso a esta ou àquela grife, restritas a uma meia dúzia de eleitas, agora as marcas estão aí para todo mundo ver e comprar. Como se diferenciar? O periguetismo chegou e parou, abrindo fendas, decotes, exibindo contornos em transparências, lingeries que saem da roupa, enfim… toda sorte de apelos estéticos para ganhar uns minutinhos a mais de exposição. Agora, o VMA vem provar que só isso não basta. O negócio da vez é a não roupa. Miley Cyrus com seu conjuntinho de “calcinha e sutiã” foi só a ponta de um iceberg, onde, no topo, esteve Lady Gaga e seu fio dental digno da Marquês de Sapucaí. Se a gente pensar, aquele vestidinho de carne de outros carnavais, já dava pistas de que partir de uma roupa  digamos, “orgânica”, para o nenhuma roupa era uma questão de putrefação. Aquela peça desintegraria… e sobraria a pele nua para vestir a cantora. Foi o que se viu ontem. Claro que Madonna já zanzou por aí com pouca roupa. Rihanna também. Mas não deixa de ser curioso que o mercado de celebridades, que movimenta fãs no mundo inteiro atrás do que vestem, do que compram, do que são, esteja assim, dando sinais de que roupa já não basta. A ausência delas é que faz um bom figurino. Ou um não figurino de um não look.

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Sobre deborahbresser

Não, aqui ninguém verá o look do dia. Sou da escola em que jornalista não é notícia. Nem o que veste, muito menos a bolsa que carrega ou o sapatinho que usa para bater o pezinho no chão cada vez que é contrariado. De meninas mimadas, o mundo virtual está farto. Sim, há blogs... e blogs. Mas gosto mesmo é do conceito original, de um espaço formatado para a exposição de opiniões sem amarras. Ou de informações que possam ser úteis - ou inúteis, desde que divirtam. Sempre estive nas editorias de futilidades, mas sempre argumentei que se meus colegas de Esportes vão ver jogo de futebol e dizem que estão trabalhando, eu também posso ver desfiles... e estar trabalhando. Simples assim. Já ensaiei algumas vezes usar este espaço profissionalmente, mas acabo sendo engolida pelas circunstâncias. Agora, confesso que estou decidida a tocar esse projeto com mais seriedade. São 25 anos de profissão, já vi, ouvi e vivi coisas suficientes neste mundo das modas para poder dar alguns pitacos. E tomar umas pedradas, sem que fiquem nem arranhões. É isso. Aceito sugestões, dicas, dúvidas... vamos em frente.
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